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Veja quem são os campeões do Festival SESI de Robótica 2019

Veja quem são os campeões do Festival SESI de Robótica 2019

Mais de 1.200 jovens divididos em 117 equipes participaram de três competições neste fim de semana (15 a 17), no Rio de Janeiro: os torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League, FIRST Tech Challenge e F1 nas Escolas. Os melhores colocados garantiram vagas para campeonatos nos Estados Unidos, Austrália, Uruguai, Turquia, Líbano e Abu Dhabi

Alegria, descontração e aprendizado, muito aprendizado, tomaram conta do Píer Mauá, no Rio de Janeiro, nos últimos três dias. Neste domingo (17), em especial, a emoção ficou à flor da pele dos mais de 1.200 estudantes de 9 a 18 anos que participaram do Festival SESI de Robótica 2019. Isso porque foram anunciados os grandes campeões das três disputas do festival.

TORNEIO SESI DE ROBÓTICA FIRST LEGO LEAGUE

A equipe Jedi’s, da Escola SESI Luiz Latorre, de Jundiaí (SP), conquistou o 1º lugar-geral, dentre as 84 participantes de todo o Brasil no Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League. O resultado vem depois do vice-campeonato brasileiro e o 3º lugar no World Festival dos Estados Unidos, em 2018.

“A gente batalhou muito para chegar a essa conquista. Treinamos muito, usamos metodologias e técnicas novas que foram fundamentais para ganhar o torneio”, destacou Mariana Fioresi, 14 anos, do time Jedi’s.

Em 2º e em 3º lugar ficaram as equipes Los Atômicos, da Escola SESI de Araras, e a Red Rabbit, da Escola SESI de Americana, respectivamente, ambas de São Paulo. Ao ocupar o pódio da competição, os três times paulistas garantiram vagas no World Festival, considerado a Copa do Mundo da Robótica, em Houston, entre os dias 17 e 20 de abril. Outras equipes também se classificaram para torneios nacionais na Austrália, Estados Unidos, Líbano, Turquia e Uruguai. Veja a relação completa ao fim desta reportagem.

De acordo com a técnica da equipe Los Atômicos, Ana Paula Carrocci, a classificação para o mundial se deu graças ao treinamento e a dedicação de todos os alunos da equipe. “Trabalhamos de forma incessante todos os dias. Uma das virtudes foi se espelhar em outras equipes fortes”, destacou. Já o integrante da Red Rabbit, Luigi Kuhnrich, 13 anos, ressaltou o trabalho em equipe com organização e o foco no projeto de pesquisa. “O nosso diferencial foi o projeto de pesquisa com uma solução inovadora, simples e eficaz, que é um armazenador de medicamentos anti-radiação. O mecanismo protege os remédios dos astronautas da radiação gama”, detalhou o adolescente.

Para o diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, o resultado mais importante do festival é a transformação pela educação.”São jovens trabalhando na área de automação, robótica, inteligência artificial, se capacitando e se projetando. O aprendizado dessas competências será decisivo para as vidas desses estudantes. O festival é uma demonstração de domínio do conhecimento, mas também de trabalho em equipe e de controle emocional.”

TORNEIO SESI DE ROBÓTICA FIRST TECH CHALLENGE

De Goiás, a equipe Geartech Canaã, da Escola SESI Vila Canaã, foi considerada a melhor entre as 16 que competiram no primeiro FIRST Tech Challenge promovido pelo SESI. Com isso, ela também está classificada para o World Festival, em Houston.

“É muito gratificante para nós. Procuramos fazer todos os processos da melhor forma, desde a ação social até a engenharia do robô. Vamos desde já buscar informações sobre o mundial para prepararmos o projeto mais adequado para conseguirmos vencer em Houston”, disse o estudante Matheus Xavier, 17 anos.

Para o técnico da equipe, José Rodrigues Júnior, 38 anos, as portas do mercado de trabalho se abrirão para os jovens. “Temos aqui futuros engenheiros e cientistas. E, acima de tudo, pessoas éticas e que sabem trabalhar em conjunto”, atestou.

TORNEIO SESI F1 NAS ESCOLAS

As equipes do Nordeste quase dominaram o pódio do Torneio SESI F1 nas Escolas. Em primeiro lugar ficou a escuderia baiana SevenSpeed, da Escola SESI Reitor Miguel Calmon, de Salvador. A conquista garante a vaga para o mundial de Abu Dhabi, em novembro. Franciele Moraes, 16 anos, integra o time, com mais cinco colegas. “Vamos nos dedicar ao mundial de Abu Dhabi desde já. Teremos inclusive que estudar inglês para apresentar o projeto com precisão e representar bem o nosso Brasil”, contou emocionada com o resultado.

“Não tivemos férias este ano. Tivemos dedicação total ao projeto. O entusiasmo e a garra do baiano são os fatores que nos fizeram vencer”, completou o estudante Ícaro Almeida, 16 anos.

A 2ª posição foi para a equipe pernambucana GRT, da Escola SESI de do município de Goiana. No entanto, o 3º lugar foi conquistado pelo grupo Eagles, da Escola SESI Campinas, de Goiânia.

SOBRE O FESTIVAL – Cinco eventos integraram o Festival SESI de Robótica 2019: além das três disputas, foi realizado o Seminário 360 Jovem Tech pelo jornal O Globo, em parceria com o SESI e o Colégio PH. Nele, estudantes e especialistas em educação debateram sobre formação para o mercado de trabalho, tecnologias de ensino e o novo ensino médio.

Outro evento paralelo às competições foram as Oficinas Acesse, que convidaram o público a participar de atividades que uniram tecnologia, arte e programação de forma totalmente interdisciplinar.

SESI, FIRST e LEGO – O Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League é um programa internacional de exploração científica, que promove o ensino de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática no ambiente escolar e contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais para a vida. A cada ano o torneio estimula o trabalho colaborativo, a criatividade e traz desafios do mundo real para os alunos, em todo o mundo.

Desde 2006 o SESI investe na inserção da robótica educacional nas salas de aula. Atualmente, todas as suas 505 escolas pelo Brasil contam com o programa no currículo. Até o ano passado, o SESI realizava anualmente apenas o Torneio de Robótica FIRST LEGO, criado em 1998 pela FIRST, uma organização não governamental, em parceria com o Grupo LEGO. O SESI é a instituição responsável pela organização do torneio (etapas regionais e nacional) no Brasil desde 2013.

O tema da temporada 2018/2019, Em órbita, desafiou os estudantes a pesquisar sobre questões relacionadas a viver e viajar no espaço. Eles tiveram de identificar e propor uma solução inovadora para um problema físico ou social enfrentado durante as viagens de exploração espacial. Na arena, os robôs feitos pelos próprios alunos com peças de LEGO ainda tiveram de cumprir missões como se locomover em áreas com crateras, ajudar um astronauta a voltar em segurança para a base espacial e mover satélites para a órbita.

O torneio possui quatro tipos de avaliação: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, quando a equipe tem de cumprir missões com o equipamento; e a Core Values, quando é avaliado o trabalho em equipe. Os melhores times da etapa nacional garantem vaga em torneios internacionais. Em 2018, a equipe Red Rabitt, do SESI de Americana (SP), foi a grande vencedora do mundial, entre 118 equipes de 60 países. O terceiro lugar também foi do Brasil, com as meninas da equipe Jedi’s, do SESI de Jundiaí (SP), grandes campeãs deste ano da etapa brasileira.

A conquista em Houston reforça uma trajetória de bom desempenho do Brasil desde 2013, que coloca o país como referência mundial no ensino da robótica. As equipes brasileiras sempre voltam premiadas dos torneios internacionais, seja entre os primeiros lugares, ou recebendo prêmios em programação, design do robô, inovação e projeto de pesquisa.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Neste ano, o SESI ampliou o número de competições no Brasil, passando a ser o operador do Torneio SESI de Robótica FIRST Tech Challenge e do Torneio SESI F1 nas Escolas. No FTC, jovens de 15 a 18 anos do ensino médio do SESI têm de projetar, prototipar e produzir robôs para cumprir missões de maneira autônoma e por rádio controle.

No desafio Rover Ruckus (Aventura espacial), os robôs precisaram recolher minerais na superfície de um outro planeta. Com disputas em duplas e individuais, quem recolhe mais minerais conquista a vitória. No FTC, as equipes são avaliadas pela qualidade dos robôs, pelo envolvimento com a comunidade, o relacionamento com outras equipes e a maneira como levam ciência e tecnologia para o maior número de pessoas.

VELOCIDADE – O Torneio SESI F1 nas Escolas é um programa educacional oficialmente vinculado à Fórmula 1, no qual estudantes da rede SESI de 14 a 18 anos são desafiados a criar uma empresa que funciona como uma escuderia. Eles utilizam diversos recursos tecnológicos para projetar, modelar e testar um protótipo de um mini carro de F1. O veículo é impulsionado apenas por um cartucho de gás de CO2.

A classificação para a etapa mundial depende do resultado de um conjunto de ações incluindo elaboração de um plano de negócios, marketing e mídias sociais, além do envolvimento em uma ação social relevante. A equipe vencedora vai representar o Brasil no mundial, que ocorrerá em um circuito oficial de Fórmula 1, em Abu Dhabi. O programa F1 nas Escolas nasceu na Inglaterra é organizado em mais de 40 países. No Brasil, esta foi a quarta edição, a primeira organizada pelo SESI.

Da Agência CNI de Notícias

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