De acordo com dados do Censo Demográfico de 2022, o Amapá possui mais de 11 mil pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que coloca o estado na segunda posição entre as unidades da federação. São estudantes, professores, profissionais da saúde, engenheiros e outros cidadãos que apresentam diferentes formas de perceber o mundo.
Na Escola SESI Visconde de Mauá, 8,4% dos alunos possuem esse diagnóstico e estão inseridos no Atendimento Educacional Especializado (AEE). Esse cenário reforça a necessidade de investimento em profissionais qualificados e em tecnologias capazes de oferecer suporte adequado às necessidades individuais de cada estudante.
“Reconhecemos que cada pessoa no espectro possui experiências e demandas específicas e, por isso, disponibilizamos uma série de ferramentas para garantir um atendimento pleno”, destaca a diretora da Escola SESI, Mileny Afonso.
De ambientes com menos estímulos sensoriais a plataformas que utilizam Inteligência Artificial (IA) para adaptação de conteúdos, conheça as iniciativas de suporte da Escola SESI Visconde de Mauá e do SESI Saúde voltadas aos alunos neuroatípicos.
Plataforma Alelos
A Alelos utiliza inteligência artificial como ferramenta de apoio para proporcionar uma experiência escolar mais adequada a estudantes com necessidades educacionais específicas. Desenvolvida no Amapá, a tecnologia tem na Escola SESI a primeira aplicação.
A plataforma permite adaptar aulas, atividades, avaliações e outras dinâmicas de acordo com as especificidades de cada aluno, sempre em conformidade com os parâmetros da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), do Ministério da Educação (MEC).
Núcleo de Educação Inclusiva (NEI)
O núcleo conta com uma equipe de especialistas em diferentes áreas da inclusão, como deficiência visual, Análise do Comportamento Aplicada (ABA), psicomotricidade, alfabetização de crianças com TEA e deficiência intelectual, além de atuação em intervenção e reabilitação de pessoas com Síndrome de Down.
Para os professores, o NEI promove formação continuada e apoio em sala de aula na elaboração e execução de estratégias pedagógicas inclusivas, como a criação de materiais adaptados e personalizados, o desenvolvimento de Planos Educacionais Individualizados (PEI) e o acompanhamento psicopedagógico. Já as famílias recebem orientação sobre inclusão escolar e neurodiversidade.
Além disso, o setor oferece Atendimento Educacional Especializado aos alunos que são público-alvo da educação especial, conforme previsto em lei.
Diálogo com pais e alunos
Regularmente, a Escola SESI promove rodas de conversa com pais de alunos neuroatípicos, com o objetivo de oferecer suporte na condução das atividades do dia a dia, dentro e fora do ambiente escolar. A ação é interativa e conta com a participação de especialistas, como neuropsicólogos, psiquiatras infantis e outros profissionais, o que fortalece a construção de um espaço coletivo de escuta e orientação.
Os estudantes da Escola SESI também participam dessas atividades, mas com foco em temas como compreensão, respeito às diferenças e empatia.
Núcleo de Apoio Socioemocional (NAS)
O núcleo promove acompanhamento personalizado que envolve o aluno, a família e a equipe pedagógica. Esse trabalho permite identificar dificuldades de aprendizagem ou comportamentais, além de fortalecer habilidades socioemocionais essenciais para o desenvolvimento integral.
O suporte é realizado por uma equipe de psicólogos que acompanha o estudante ao longo de sua trajetória escolar, garantindo acolhimento, escuta qualificada e orientação contínua.
Capacitação para professores
A Escola SESI também promove, de forma contínua, ações voltadas ao aperfeiçoamento das práticas pedagógicas. As iniciativas são direcionadas ao desenvolvimento de metodologias e estratégias alinhadas às demandas educacionais dos alunos, contribuindo para a inclusão e para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem.
Saúde e cuidado na neurodiversidade
Promovida com o apoio do Conselho Nacional da instituição, por meio do programa Conexão SESI, a iniciativa tem como foco a inclusão e o desenvolvimento integral de crianças e jovens com neuroatipicidades da comunidade escolar.
A ação contou com atendimento multidisciplinar nas áreas de Fonoaudiologia, Psicologia, Nutrição e Educação Física, com o objetivo de aprimorar habilidades sociais, emocionais e de aprendizagem dos participantes.
A seleção dos alunos foi realizada em parceria com a equipe pedagógica da Escola SESI e, nesta primeira edição, contemplou estudantes com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), Síndrome de Down, Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), entre outros.
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